quinta-feira, 30 de abril de 2015

No dia da mãe... Um presente para si, mãe.

E já sabe o que vai oferecer à sua mãe no dia da Mãe? E a si própria, Mãe?
Fica a sugestão da Fnac e minha. :)

Tenho a certeza que merece!


domingo, 26 de abril de 2015

E finalmente... O lançamento! A preparação.

Ontem, 25 de Abril, por si só uma data incrível e que nunca passa ao lado, foi um dia muito especial. Finalmente o lançamento do meu livro A Psicóloga dos Miúdos!

Vou contar-vos tudo e partilhar as fotografias deste momento tão bom dentro de pouco tempo.

Sentia-me genuinamente feliz e completa, mas a querida Maria João dos Maria João Cabeleireiros conseguiu "transparecer" na minha imagem essa felicidade, entusiasmo e brilho. Além da fantástica massagem enquanto me tratou do cabelo, que me ajudou a relaxar e a mandar embora o "nervoso miudinho" e que foi essencial.

Obrigada Maria João, valeu mesmo a pena. :)



terça-feira, 14 de abril de 2015

O livro A Psicóloga dos Miúdos - Guia prático para todos os Pais

E depois de muitas pistas na página do Facebook da Psicóloga dos Miúdos, chegou o dia de partilhar a grande novidade.

O livro 
A Psicóloga dos Miúdos 
Guia Prático para todos os Pais

...Um manual para pais, um manual para a vida de quem é pai ou mãe. Trata-se de uma obra que se pretende que tenha sempre à mão, para poder consultar, reflectir, desabafar, compreender e resolver.
Como uma espécie de psicóloga dos miúdos numa versão portátil: que não age pelos pais, mas que os ajuda, ampara, compreende e orienta a todos os momentos do dia. Porque, afinal, os miúdos não vêm com manual de instruções e porque, se viessem, também não tinha piada nenhuma... Bem, de vez em quando até teria alguma piada...


 É com muito orgulho que divulgo este novo projecto, um desafio exigente, de grandes aprendizagens, trabalho e muita criatividade. A pensar em todos os pais, mesmo todos. 

O lançamento será Sábado, dia 25 de Abril de 2015 às 18h30 na Fnac do Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa. 

Gostava muito de contar convosco! 
Espero ver-vos por lá!
Tragam um amigo também. 

Rita Castanheira Alves

O que ficou do 1º filme do Mês da Prevenção dos maus-tratos na infância 2015

Na passada Quinta-feira, dia 9 de Abril, a convite da equipa organizadora da Campanha de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, participei no habitual ciclo de cinema, que é sempre muito mais do que um filme, escolhendo o filme dessa noite e dinamizando a conversa sobre o mesmo.
A minha escolha foi para Meu Pé de Laranja Lima. O auditório não estava cheio, com muita pena minha, continua a ser um evento de extrema importância, muito interessante, mas com pouca adesão. No entanto, poucos mas muito bons. Mesmo!

Depois do filme e de uma pausa para limpar lágrimas, respirar fundo e regressar ao mundo real, iniciámos a nossa conversa com o público. Com a excelente e rica participação da Dra Maria João Vargas Moniz e da Dra. Maria Perquilhas, conversámos sobre prevenção, sobre pais, sobre crianças, escolas e medidas importantes.
 Foi muito rico e interessante.

Mas o que mais ficou foi  privilégio de termos presentes alguns miúdos. Duas delas, a que chamámos, carinhosamente, as "sobreviventes", porque a noite já ía longa e no dia seguinte havia aulas, deram um contributo precioso.
O que ficou de mais bonito, importante e espantoso foi o dito por uma das "sobreviventes", a R. que não teria mais de 11/12 anos: " Todas as crianças deviam ter direito a um sorriso."

E assim, um conjunto de adultos, pais, técnicos, educadores, professores, psicólogos, juristas, pararam e uma salva de palmas foi o sinal de que a R. "sobrevivente" tão nova, já sabe tão bem prevenir o mau-trato.

Obrigada por todas as aprendizagens.

A campanha continua o resto do mês e o ciclo continua. Basta consultar o programa que aqui partilho.

Rita Castanheira Alves

domingo, 5 de abril de 2015

Uma Páscoa divertida e cheia de emoções!

Uma tarde de Domingo de Páscoa divertido e especial, com uma caça aos ovos... Diferente. Uma caça ao ovo emocional.
Os ovos emocionais do consultório da Psicóloga dos Miúdos

Material:
ovos de chocolate
lápis
papel

Como fazer?

A seguir ao almoço, envolvam os ovos com papel branco ou outro qualquer à escolha. Desenhem caras com diferentes emoções. 
Um dos elementos da família esconde os ovos na sala/quarto ou pela casa. Os restantes elementos deverão procurar os ovos. Cada vez que encontra um, deve nomear a emoção e uma situação em que já sentiu a emoção encontrada.
Nota: Se não conseguirem pintar as caras, poderão imprimi-las, encontrando-as na internet. Poderão criar alternativas na caça ao ovo emocional (ex: encontrar e ter de mimar a expressão para os restantes elementos adivinharem; dizer quando já sentiu; nomear sensações corporais associadas à emoção.) 



Acima de tudo, e o mais importante, é que os miúdos vão adorar a tarde de Páscoa!
Gargalhadas, entusiasmo e curiosidade são os comportamentos esperados e que não vão faltar.
Depois, foi uma tarde preciosa de desenvolvimento emocional, ingrediente chave para o crescimento saudável dos seus filhos!

No consultório da Psicóloga dos Miúdos, a caça ao ovo é sempre um sucesso e com resultados excelentes. E sem chocolate! ;)

Páscoa feliz!

Rita Castanheira Alves

quinta-feira, 19 de março de 2015

A todos os pais que ajudam a "saltar"!


Ao meu pai. 

Esta é a história de um salto para o mar. Um salto de um pontão alto. Uma história de um salto para a autonomia.
O rapaz chegou, num dia de sol, a Cascais. Ao pontão onde todos os Sábados, sempre que o Sol sorria, lá estavam os miúdos de ranho no nariz e pele queimada de horas de autogestão, sem protecção solar. O rapaz observava-os: barulhentos, diziam asneiras, daquelas que em casa lhe diziam que eram proibidas. Riam-se e gritavam enquanto se deixavam ir, num grande salto para o mar. Do pontão para o mar. Ele sabia que eles podiam, porque eram os miúdos da rua, que desde cedo andavam sozinhos nas ruas de Cascais e tiravam os calções, dando mergulhos de cuecas. O rapaz não tinha autorização para o fazer, achava ele. Era perigoso e o pai não ia permitir. Mas a curiosidade foi crescendo, à medida que o rapaz cresceu e ele queria muito dar um mergulho do pontão. Ser um daqueles miúdos, naquele momento, que saltavam para dentro de água e gritavam cheios de energia e diversão.
Primeiro com a mão dada ao pai, depois sem a mão, já se podia aproximar para ver. Um dia, na praia do pontão, o pai do rapaz disse-lhe: “ - Queres experimentar saltar?” O rapaz arregalou os olhos, o coração disparou e o sorriso formou-se: “- Do pontão?” O pai confirmou com a cabeça. O rapaz disse-lhe que sim, entusiasmado mas nervoso. O pai explicou-lhe:
“ - Temos observado como fazem os miúdos que vêm para aqui há muito tempo. Tu tens observado. Vais agora observar sozinho, de perto e com muita atenção e perceber como é que eles fazem, para onde mergulham, de que forma e com que cuidados. Depois de observares e perceberes, estás preparado para experimentar.”
O rapaz sentiu-se a tremer por dentro, um tremer de adrenalina que gostou de sentir. Sugeriu que o pai viesse com ele. O pai disse-lhe: “ - Eu não quero ir. Eu fico aqui a ver-te. És tu que queres saltar, podes ir saltar depois de perceberes bem como é que os outros miúdos fazem. Nadar já sabes, por isso podes ir sozinho.”
O rapaz respirou fundo, virou as costas ao pai e aproximou-se dos rapazes. Durante 10 minutos observou, examinou, estudou e aprendeu qual seria o melhor ângulo, que força dar ao salto, onde mergulhar, como voltar para cima. Esfregou os olhos, ajeitou o cabelo encaracolado, já seco do tempo de observação e saltou. Saltou do pontão, para o local onde saltavam os miúdos, na mesma posição que os miúdos.
O pai viu, com o coração lá dentro de si um bocadinho apertado, mas por fora com um sorriso tranquilo, um olhar observador e um acenar que dizia sem dizer: “ – Tu já és capaz. Eu sei que és e tu serás.”
O rapaz conseguiu e nessa noite sonhou com um troféu num concurso de mergulhos.
Este salto foi um salto de autonomia. Dos grandes, mas para o qual o rapaz estava preparado. E o pai também. O rapaz hoje é um adulto, pai como o seu, ou ainda não. Mas dá saltos, daqueles grandes e de grande responsabilidade, quando é preciso e lembra-se do acenar do pai que dizia sem dizer, naquele dia e noutros: “ – Tu já és capaz. Eu sei que és e tu serás.”

Rita Castanheira Alves

terça-feira, 3 de março de 2015

Por favor, abra uma excepção: com os seus filhos, quando se tornarem adolescentes.

Quem nos mantém à distância, não nos procura, não partilha o que se passa e nos fala torto, geralmente afasta-nos.
Isto é mesmo assim, na vida, com quem nos rodeia, com os amigos de sempre ou aqueles mais recentes.

Mas por favor, abra uma excepção: com os seus filhos, quando se tornarem adolescentes.

Daqueles calados, faladores mas refilões, que insistem em ficar no quarto, que sentem que não são compreendidos e que é melhor falarem toda a noite no whatsapp com os amigos ou publicarem no facebook como estão irritados ou frustrados. Dos filhos que respondem torto, que entram no carro e ficam calados, aos que respondem por monossílabos.

A vontade é calar-se, se calhar nem sequer tentar, para não se irritar com a maneira torta de falar ou o ar de seca com que responde. A vontade é deixá-lo estar e esperar que cresça ou que esteja melhor ou que finalmente vá ter consigo e fale. Mas enquanto crescem e não crescem, enquanto ficam excessivamente calados e incompreendidos, vale a pena abrir a excepção e não ficar igualmente calado, a dar todo o espaço. O perigo é esse espaço ficar excessivamente grande.

Envie um email com algo que possa interessar ao seu filho ou simplesmente com uma piada, deixe-lhe um presente simbólico em cima da secretária, passe a ser o pai que escreve SMS e de vez em quando deixe-lhe um beijo ou um abraço através das tecnologias. Vá dando abraços e mostrando entusiasmo quando o vê, alegria por estarem juntos e manifeste que faz questão que passem tempo juntos. Corte do jornal um artigo sobre um ídolo do seu filho e dê-lhe ao final da noite, antes de ir dormir. Diga-lhe, escreva-lhe, desenhe que gosta dele. Não o faça para toda a gente ver, só para o seu filho.

A resposta pode não ser nenhuma, um dia mais torta, outro dia só um "hum". Dê-lhe espaço, sim, mas não deixe de lhe mostrar que está ali mesmo, sem invadir o espaço, mas no espaço.

Por favor, respire fundo, mas por favor abra uma excepção.

Rita Castanheira Alves