segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Para LER COM os miúdos, a Psicóloga dos Miúdos sugere...




Porquê?

Porque diverte crianças, adolescentes e adultos e é um livro simples, fácil, mas cheio de potencialidades...

Que capacidades ajuda a desenvolver? 


Curiosidade, capacidade de esperar, controlo da impulsividade, gestão emocional, capacidade de duvidar daquilo que pensamos, aprender a lidar com o que nos assusta e com o desconhecido.

Como poderei explorar o livro com o meu filho?

- Estimulando a curiosidade, envolvendo-o na vontade de querer saber quem é afinal o Cuquedo;

- Treinando a capacidade de esperar, ajudando-o a controlar as emoções, reflectindo o que ele estará a sentir e reforçando-o por conseguir esperar pelo final do livro;

- Contando os animais;

- Conhecendo os diferentes animais;

- Fazendo um desenho sobre o Cuquedo;

- Explorando porque acreditavam que o Cuquedo era assustador e como às vezes pensamos isso em relação a tanta coisa que afinal não é;

- No final, reflectindo como é importante vermos para nos certificarmos, ajudando-o a conhecer as primeiras noções de "boato";

- Proporcionando uma leitura emotiva, introduzindo expressões de curiosidade, espanto, expectativa;

- Questionar e ajudar o seu filho a expressar que medos tem e encontrarem juntos formas de lidar com eles;

- Rir. Rir muito!


Fico curiosa como foi a leitura deste livro com os miúdos aí em casa! Fico à espera das partilhas!
Afinal ler, é muito mais do que ler... Acima de tudo é crescer!



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O meu filho brinca com bonecas! Será normal?


Chegámos da escola, já eram seis da tarde faltavam os banhos e o jantar, mas o Miguel tinha tanta vontade de brincar, que resolvi adiantar o jantar e disse-lhe que podia ir brincar um bocadinho.
A irmã foi com o pai à Natação, o Miguel este ano optou só pelo Taewkondo e nós concordámos. Por isso, à Terça-feira o Miguel vem comigo para casa e a irmã vai nadar com o pai.
Fui para a cozinha e o Miguel foi para o quarto. Distraí-me com o jantar e passado algum tempo, não sei precisar, mas passou meia hora, quarenta minutos e não ouvia o Miguel a fazer os seus “bum, beeehhhh...”, só silêncio. Fui espreitar. Devagarinho, percorri o corredor e vi que a porta do quarto dele, que partilha com a irmã, estava encostada. Estranhei e fiquei até um bocadinho preocupada: “Que estará ele a preparar desta vez?”, pensei.  Lembrei-me daquela vez em que queria voar: construiu umas asas e em cima do banco estava pronto para se atirar, ou da outra vez que queria construir umas escadas de lego e subi-las. Encostei-me à porta e abri-a ligeiramente, de modo a conseguir espreitar. Lá estava o Miguel, a embalar a Francisca, a boneca que a irmã brinca como se de um bebé se tratasse. E o Miguel embalava a Francisca, enrolada numa mantinha, fazia-lhe festinhas na testa e cantava uma canção de embalar, muito baixinho. Vi que à volta estava montada a cadeirinha das refeições da boneca Francisca e o carrinho de passear mesmo ao lado. Foi nesse dia que percebi que o Miguel brincava com bonecas!
A primeira sensação foi estranha, um misto de espanto com preocupação. “Será normal? Porque será que brinca com bonecas? É suposto os meninos brincarem com bonecas?”
Depois, numa mistura de espanto e até vergonha, resolvi sair dali e não lhe dizer nada. O Miguel ficou a brincar e eu sentei-   -me na sala, pensativa. Queria partilhar com alguém... Mas... E se não fosse suposto? E se mais nenhum menino brincasse com...bonecas? E se contasse à educadora e não fosse suposto? Uma catástrofe instalou-se de repente. Chegou a irmã e o pai do Miguel. A irmã correu para o quarto e o pai veio ter comigo, deu-me um beijo e abraçou-me como habitualmente.
- Que se passa? - perguntou de imediato. - O que aconteceu? Contei-lhe, sem conseguir disfarçar a surpresa e espanto mas em simultâneo numa tentativa de ver alguma normalidade na situação. O pai do Miguel riu-se. Riu-se da situação e disse-me: - É normal. Claro que é. Eu brinquei com as bonecas da minha irmã e das minhas primas, ainda por cima era o único rapaz. Como o Miguel, também o pai partilhava quarto com a minha irmã e no Verão, juntava-se a família toda, e era o único primo. Só meninas que brincavam quase sempre com bonecas e às cozinhas.
- A sério? - perguntei, admirada. E o pai do Miguel acenou afirmativamente, com o sorriso sempre tranquilo e ainda acrescentou: E também havia carros e construções e especialmente a minha prima Manuela, gostava muito de brincar com as construções e às corridas. E assim, lá em casa, partilhavam-se brinquedos.
- E na escola? - perguntei eu curiosa.
- Na escola, lembro-me de perceber que não era assim e que os meus colegas não iam perceber, mas às vezes quando iam lá a casa e como os brinquedos estavam todos juntos, um ou outro brincava às cozinhas, como se tendo os brinquedos todos no mesmo quarto, trouxesse maior tranquilidade e menos vergonha a brincar com aquilo que se dizia ser de “menina”.
Aquela conversa fez-me pensar. Afinal a minha primeira reacção foi de algum embaraço e preocupação, mas realmente qual era o problema? O Miguel era um miúdo engraçado, bem adaptado, com facilidade em fazer amigos, com um mundo imaginário engraçado e uma curiosidade que lhe dava a possibilidade de aprender muita coisa.
Resolvi ler um bocadinho sobre o tema, os prós, os contras, se os há, porque se define brinquedos para meninas e para meninos. E de facto, percebi que sem saber, pus à disposição dos meus filhos a possibilidade de escolha, a liberdade de optarem e de preencherem o seu mundo imaginário e de criatividade, com diferentes possibilidades.
Percebi que há de facto diferenças no tempo de desenvolvimento de algumas áreas do cérebro entre géneros, que podem ter alguma influência no gosto por brinquedos: as meninas tendem a desenvolver primeiro as áreas ligadas à linguagem e aos afectos, pelo que apresentam maior facilidade com relações sociais e têm um maior gosto por expressões faciais dos bonecos. Os meninos parecem ter desenvolvidas mais precocemente, as áreas do lado direito do cérebro, ligadas às questões visuais, por isso, utilizam o brinquedo como ferramenta, para montar, empilhar, organizar e usar conceitos lógicos.
No entanto, esta influência biológica não é a única responsável pela possível escolha de brinquedos. A história, a cultura levou a esta grande diferença entre brinquedos para meninos e para meninas. Actualmente, tanto eu como o pai do Miguel trabalhamos, dividimos tarefas, tratamos dos nossos filhos. Antigamente, o papel de cuidadora era essencialmente da mulher, o homem trabalhava e a mulher ficava em casa a tratar dos filhos e das tarefas domésticas. Hoje sabemos que em grande parte das famílias, com as mudanças na sociedade, a alteração do papel da mulher, algumas mudanças económicas e sociais, não é assim. Como tal, experimentar o jogo simbólico de cuidar de um “bebé”, prestar cuidados, alimentá-lo, ou por exemplo, cozinhar, são tarefas de desenvolvimento importantes independentemente do género. Acima de tudo isto, experimentar diferentes papéis, vestir personagens diferentes, ter acesso a diferentes brincadeiras, possibilita o desenvolvimento da imaginação, as competências sociais e a construção da identidade.

Foi assim, com a ajuda do pai do Miguel, com algumas leituras e o questionar dos meus próprios pensamentos e sentimentos, que percebi a importância de possibilitar aos meus dois filhos a escolha das brincadeiras e dos brinquedos (vá, os que conseguimos dar e sempre com conta, peso e medida), tentando condicioná-los o menos possível. Acima de tudo consegui perceber tudo isto, com a ajuda do Miguel, o meu filho, que felizmente na sua casa se sente bem e confortável para construir o seu mundo imaginário, onde somos quem queremos ser, para um dia sermos o que é possível e nos faz sentir bem.

Rita Castanheira Alves

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Para LER COM os miúdos, a Psicóloga dos Miúdos sugere...



Porquê?

Porque é uma surpresa constante e intemporal! É interactivo e mágico, mas não é...

Que capacidades ajuda a desenvolver? 

Imaginação, criatividade, raciocínio (numérico, lógico, orientação), saber esperar, curiosidade, lidar com a surpresa.

Como poderei explorar o livro com o meu filho?

- Perguntando antes de virar a página o que será que vai acontecer a seguir;

- Ajudando o seu filho a contar;

- Pedindo que por vezes repita a contagem com maior confiança e firmeza, de forma a desenvolver a segurança e a motivação;

- Fazendo expressões faciais de surpresa, contentamento, curiosidade, estimulando as competências emocionais.

Fico curiosa como foi a leitura deste livro com os miúdos aí em casa! Fico à espera das partilhas!


Afinal ler, é muito mais do que ler... Acima de tudo é crescer!




segunda-feira, 22 de setembro de 2014

E se todos ralhassem consigo? A importância de elogiar o seu filho


E se todos ralhassem consigo?

E se todos os dias alguém lhe dissesse para não se vestir como se veste, para corrigir a forma como se movimenta e o modo como fala?
Provavelmente não saberia como fazer de outra forma, sentiria que não sabe fazer bem ou questionaria porque é que só lhe dizem como não fazer?
E se mesmo quando tentasse corrigir, cada aproximação sua ao que lhe é imposto não fosse reconhecida e lhe continuassem a apontar apenas o que ainda não está exatamente como é suposto?
Provavelmente, em alguns casos e com tanto reparo, deixaria de ligar ao que lhe dizem, deixaria que falassem, porque chegaria à conclusão que, fizesse como fizesse, nunca estaria exatamente como lhe é pedido.
Agora pensemos nos nossos filhos. Em casa, na escola, nos tempos livres e nas atividades que praticam fora da escola estão todos os dias à prova, em crescimento, a fazer coisas novas, a experimentar outras e é uma roda viva de tentativas e erros. E tantas vezes, sem darmos conta, lhes dizemos: “ - Não é assim. Faz assim. Tens de tentar de outra forma. Não se senta assim, come como eu, conversa baixo, não te reboles no chão, não faças que vais entornar, eu faço porque tu ainda não consegues.”
Se pararmos para escutar o número de vezes que lhes dizemos como não devem ou como devem proceder de uma forma diferente da que procedem, com certeza perderíamos a conta. Acabamos por ter o efeito contrário ao que desejamos. A mensagem que lhes transmitimos, de tantas vezes repetida e por tanta gente, deixa de fazer sentido ou ter a importância que gostaríamos.
A verdade é que as crianças estão todo o dia expostas à correção do que fazem, como agem, do que experimentam, do que ensaiam.
Assim, e para que aprendam o que queremos ensinar-lhes, cada passo que dão na direção certa é uma vitória e deve ser festejada como tal. Dá-lhes segurança, motivação e interesse em chegar mais perto do objectivo.
A verdade é que também, nós adultos, quando temos uma nova experiência, precisamos de mexer, de tentar, de falhar, de repetir e voltar a tentar para melhorarmos o nosso desempenho. E todos nós queremos feedback, para saber em que direção caminhamos, o que não conseguimos ainda fazer e como podemos proceder para nós aproximarmos do objectivo. Mas acima de tudo precisamos, ansiamos e sentimos como uma vitória sempre que alguém valoriza o que temos feito, o que tentámos e principalmente somente o facto de estarmos a tentar, de  arriscarmos.
Em casa, com os filhos (e não só) é frequente esquecermo-nos que é essencial deixá-los arriscar, valorizar a iniciativa de quererem ser eles a pôr sumo no copo, a pôr a mesa, a calçar os sapatos ou a tomar banho. Sim, a casa de banho ficará mais molhada do que é costume, gastará mais água, a toalha da mesa ficará ensopada em sumo, os sapatos podem ser calçados ao contrário e tudo isto dá trabalho, bem sei. Mas sei também, que da primeira vez entorna o sumo todo, da segunda vez já se vê sumo no copo e na terceira já se vê metade do copo cheio. Em cada conquista estamos lá, claro, para exemplificar o que ainda não está correto mas sobretudo e antes de tudo para fazer uma festa: "- Uau! Conseguiste fazer ainda melhor! Estás mesmo crescido!
Vai surpreendê-lo, vai reforçar a autoconfiança do seu filho, aumentar a sua autonomia e deixá-lo entusiasmado pelas suas conquistas. Deixe-o arriscar, dê-lhe os parabéns por isso, faça uma festa, proporcione a construção dos sucessos pelo seu filho.

Ponha uma toalha de plástico. Lance o desafio: Quem conseguirá encher melhor o copo? 
Acima de tudo elogie o seu filho.

Rita Castanheira Alves

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Episódios do consultório da Psicóloga dos Miúdos: Às vezes, a psicóloga fica babada...

O episódio desta semana passou-se com um dos meus clientes miúdos, agora com 10 anos, já com as dificuldades que o trouxe à consulta resolvidas há algum tempo, mas com consultas esporádicas há uns meses a pedido dele. No final da última consulta combinámos com os pais que quando quisesse vir ter comigo, surgisse alguma dificuldade ou assunto que precisasse resolver com a minha ajuda, poderia dizer-lhes, porque neste momento estava tudo a correr bem com ele, e não havia necessidade de ficar um dia marcado.  Mas os pais ressalvaram bem que poderia mesmo dizer quando quisesse vir. 
O "meu" miúdo, com uns olhos tão bonitos, olhou para mim, sorriu e disse: - Quando eu quiser? Então quero vir todos os dias. E sorriu com uma voz carinhosa e como se fosse mais pequenino.
 Depois riu-se e voltou a ser o miúdo de 10 anos, cómico, riu-se e disse: "- Estou a brincar."
Às vezes, no consultório da Psicóloga dos Miúdos, no meio de problemas, angústias, desafios, há momentos destes, tranquilos e muito compensadores. :)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O regresso à escola já regressou: as primeiras semanas de aulas

E depois de “prepararem a preparação” do regresso à escola, o “regresso regressou” mesmo. Há que ajudar o seu filho nesta nova fase.

É natural que possa notar o seu filho mais agitado, ansioso, irritado ou excitado nestas primeiras semanas de aulas. De repente, passou de 3 meses sem responsabilidades, sem objectivos académicos, sem rotinas a não ser ir à praia e brincar, para livros, mochila, fazer amigos, estar com atenção, deitar cedo, levantar muito cedo, regressar a um horário cheio e uma semana com tarefas para cumprir, na escola e em casa.

Com o tempo, ele chega lá. Vá… E os pais também.

Deixo mais umas dicas que, tenho reparado, ajudam os miúdos e as famílias que me procuram a “regressar ao regresso” à escola.

1.     Dar confiança e compreender: ir para uma nova escola, com novos colegas, ou voltar a ver os colegas com quem não se está há 3 meses, não saber que professores nos calharão, como correrá o ano, poderão ser motivos suficientes para que o seu filho se sinta tenso, ansioso e preocupado. É importante compreender, acompanhar e entrar em sintonia com ele, mostrando-lhe que é natural sentir-se assim e ter esse tipo de pensamentos. Não desvalorize, mas também não dramatize. Acompanhe, dê segurança e compreenda: “- Percebo o que sentes, é natural estares com muitas interrogações na tua cabeça. O tempo vai trazer-nos as respostas.”

2.     A lista das dúvidas e preocupações: após o primeiro dia de aulas (ou até antes), podem conversar sobre as preocupações e dúvidas que o seu filho pode ter, especialmente se for para uma nova escola, ano de mudança de ciclo e não vá com muitos colegas. Para facilitar esta tarefa, podem agarrar numa folha grande e escrever todas as preocupações e interrogações que imaginam que os alunos podem ter no regresso à escola. Esta tarefa vai facilitar bastante a capacidade do seu filho reflectir sobre aquilo que o preocupa e conseguir falar sobre isso. De seguida, poderá convidar o seu filho, dentro dessas preocupações, quais são as dele. Será uma lista que servirá de guia para que possa ir ajudando o seu filho a conversar sobre a escola e verificar se está tudo a correr bem.

3.     Instalar rotinas e hábitos: como sugeri no artigo sobre a “preparação da preparação”, é importante já ter instalado novos horários mesmo antes da escola começar, mas se não foi possível, agora é tempo. Nos primeiros dias, é natural que ouça à hora de ir para a cama: “- Não tenho sono, ainda é cedo”. No entanto, é bom reinstalar o hábito de ir para a cama à hora marcada, mesmo que possa demorar um pouco mais a adormecer e haja uma história ou conversa mais longa. Paralelamente, instalar hábitos e horários para a realização dos trabalhos-de-casa é essencial desde os primeiros dias, para que consigam um ano bem organizado, com tempo para brincar e descansar, tarefas essenciais para o sucesso académico.

4.     Ajudá-lo a arrumar as aprendizagens do dia e ensiná-lo a fazer revisões mentais: diariamente ajudá-lo a recordar-se do dia, conversando sobre o melhor do dia, o que não foi tão bom, o que mais gostou, o que aprendeu, o que se lembra melhor do que aprendeu. Para filhos que não aprofundam o tema, fica uma ajuda extra: http://observador.pt/2014/08/30/25-formas-de-perguntar-como-correu-escola/
Estas conversas vão ajudar o seu filho a organizar o raciocínio, saber o que assimilou melhor e o que não ficou compreendido, aprofundar as experiências do dia-a-dia e são excelentes oportunidades para o ir acompanhando nas várias vertentes do seu dia na escola, não só a aprendizagem dos conteúdos programáticos, mas também a vertente social e emocional.

5.     Fazer COM ele, não fazer por ele: desde início, especialmente com as crianças mais pequenas, acompanhá-las na execução dos trabalhos-de-ca-sa, no sentido de promover a sua autonomia e responsabilidade e não caíndo na tentação de fazer por elas, mesmo quando já estão muito cansados ou são trabalhos-de-casa intermináveis. É preferível não fazer todos e explicar ao/à professor(a) do que fazer por ele. Criará um problema que se instala e depois é de difícil resolução, além de que está a contribuir para que o seu filho construa a ideia de que não é capaz.

6.     Elogiar desde o primeiro momento: desde o primeiro dia de aulas, encontrar motivos para o elogiar. Certamente encontrará pelo menos um motivo para o fazer (porque não perdeu todo o material, porque consegue carregar com a mala, porque escreveu e sabe os trabalhos-de-casa… Seja curioso e atento, de certeza que vai encontrar motivos). Assim, desenvolve a auto-confiança e a motivação do seu filho para a escola e para o sucesso.

7.     Seja presente e conheça: conheça os pais dos colegas, conheça os professores, conheça quem está com o seu filho todo o dia. É importante que os pais criem uma rede de apoio entre si e que saiba com quem o seu filho está acompanhado todos os dias da semana. Esteja disponível para colaborar com o que lhe for possível, a escola agradece e o seu filho ainda mais.

E estas 7 medidas dão já para um bom plano para “regressar ao regresso” à escola. Resta-me desejar boa sorte, bom trabalho e um excelente ano!

Qualquer dificuldade, questão, problema, a Psicóloga dos Miúdos pode ajudar. Não hesite em escrever-lhe ou marcar consulta. 

Rita Castanheira Alves